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Brasília,03/07/2026

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Laudo da defesa não encerra caso de estudante investigada por morte de idoso em RO

Defesa afirma que estudante possui diagnóstico psiquiátrico, mas não há confirmação de perícia oficial que afaste responsabilidade criminal pelo atropelamento que matou Odair Brustolin.


Laudo da defesa não encerra caso de estudante investigada por morte de idoso em RO Laudo citado pela defesa não encerra investigação sobre morte de idoso em RO

O caso da estudante de Medicina investigada por atropelar e matar o idoso Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho, Rondônia, ganhou um novo ponto de atenção: a existência de um laudo citado pela defesa sobre a condição psicológica ou psiquiátrica da investigada. A informação passou a circular após a Justiça manter a prisão preventiva da estudante e determinar cuidados específicos dentro do sistema prisional.

A investigada, identificada como Vitória Caroline Marangoni Schnider/Schneider, de 29 anos, foi presa após o carro que ela conduzia invadir uma residência e atingir Odair Brustolin. O idoso foi socorrido, mas não resistiu. O caso ocorreu na quarta-feira, 1º de julho, em Porto Velho, e é apurado pela Polícia Civil de Rondônia.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a defesa afirmou que a estudante possui laudo psiquiátrico indicando condições como bipolaridade, TDAH, ansiedade e depressão, além do uso diário de medicamentos. A partir dessas informações, a Justiça determinou que ela fique em cela separada, com monitoramento e acompanhamento clínico.

No entanto, esse ponto exige cautela: o laudo mencionado pela defesa não significa, por si só, que a investigada seja inimputável ou que esteja automaticamente isenta de responsabilidade criminal. Para que isso ocorra, é necessário um exame pericial oficial, determinado no âmbito do processo, capaz de avaliar se, no momento do fato, ela tinha ou não capacidade de entender o caráter ilícito da conduta ou de se controlar conforme esse entendimento.

Até o momento, não há confirmação pública de um laudo pericial judicial definitivo dizendo que a estudante não poderia responder criminalmente pelo caso. O que existe, conforme divulgado, é a apresentação de documentação médica pela defesa, que pode ser analisada pela Justiça, pelo Ministério Público e eventualmente por peritos.

A diferença é importante. Um laudo médico particular ou apresentado pela defesa pode ajudar a explicar o histórico clínico da investigada, mas não substitui uma perícia oficial de insanidade mental. No processo penal, essa avaliação precisa ser feita de forma técnica, com foco no estado da pessoa no momento do crime, e não apenas em diagnósticos anteriores.

O caso também chamou atenção pelo histórico da investigada. De acordo com reportagem do g1, Vitória Caroline já havia sido presa em maio de 2025 por dirigir embriagada em Porto Velho. Ainda segundo as informações divulgadas, o caso anterior teria sido encerrado após acordo de não persecução penal, depois do cumprimento das condições estabelecidas.

Além disso, familiares da vítima e testemunhas relataram que a estudante já teria se envolvido em outros conflitos e que materiais foram entregues à Polícia Civil para análise. Esses elementos ainda precisam ser apurados oficialmente e não significam, por si só, condenação antecipada.

A morte de Odair Brustolin provocou forte repercussão porque, segundo relatos e imagens divulgadas pela imprensa, o atropelamento ocorreu após uma discussão. Vídeos citados em reportagens mostram momentos de tensão antes de o veículo invadir o imóvel. Também foram divulgados relatos sobre áudios atribuídos à estudante após o caso, mas esse material deve ser avaliado dentro da investigação.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Na prática, isso significa que a Justiça entendeu haver motivos para manter a investigada presa durante o andamento do caso. Entre os pontos considerados estão a gravidade do episódio, os relatos apresentados, a necessidade de preservação da ordem pública e o avanço da apuração.

O ponto central agora é saber como a Polícia Civil vai concluir o inquérito e qual será o entendimento do Ministério Público. Caberá ao MP decidir se oferece denúncia, por qual crime e com quais qualificadoras. Depois disso, a Justiça avaliará o enquadramento jurídico e eventual pedido de perícia sobre a saúde mental da investigada.

Enquanto isso, é preciso separar fato de especulação. Há uma vítima morta, há uma investigada presa preventivamente e há uma alegação da defesa sobre condição psiquiátrica. Mas, até aqui, não há confirmação pública de laudo oficial que retire a responsabilidade criminal da estudante.

Em casos de grande comoção, diagnósticos médicos não podem ser usados nem como condenação moral antecipada nem como salvo-conduto automático. A resposta precisa vir da investigação, da perícia e da Justiça. Para a família de Odair Brustolin, o ponto principal continua sendo a responsabilização pela morte de um idoso que estava dentro de casa quando foi atingido pelo veículo.




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