Apple estreia iPhone dobrável, mas ações recuam em Wall Street
Lançamento do iPhone Duo abre uma nova frente para a gigante de tecnologia, enquanto investidores avaliam se a novidade será capaz de impulsionar um novo ciclo de vendas
A Apple entrou oficialmente na disputa dos smartphones dobráveis com o novo iPhone Duo. Apesar da novidade, as ações da companhia terminaram o dia em queda na Nasdaq. Foto de divulgação/ Apple A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) uma das mudanças mais importantes de sua linha de smartphones em quase uma década. A companhia entrou no segmento de aparelhos dobráveis com o novo iPhone Duo e também revelou os modelos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max. A novidade, porém, não foi suficiente para levar as ações da empresa ao campo positivo: os papéis encerraram o pregão da Nasdaq com recuo de 0,27%.
A movimentação dos investidores ocorre em um momento de transição dentro da própria Apple. O evento foi o primeiro grande lançamento de produtos sob o comando de John Ternus, que assumiu oficialmente a presidência-executiva em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook. Mesmo com a queda registrada no pregão, a fabricante permanece entre as empresas de maior valor de mercado do mundo, avaliada em aproximadamente US$ 4,6 trilhões.
O iPhone Duo concentra as atenções por representar uma mudança de estratégia da companhia. O aparelho dobrável coloca a Apple diretamente em uma disputa que já envolve fabricantes como Samsung, Google e Huawei. Para a empresa, o desafio será convencer consumidores a migrarem para um formato diferente do iPhone tradicional e, ao mesmo tempo, transformar a curiosidade inicial em vendas consistentes.
A estratégia também deixa evidente a prioridade dada ao segmento premium. A Apple apresentou inicialmente o iPhone 18 Pro e o Pro Max, enquanto versões de menor preço deverão chegar posteriormente. O iPhone 18 Pro terá preço inicial de US$ 1.199, reforçando a aposta da fabricante em aparelhos de maior valor agregado.
O mercado acompanha especialmente o potencial financeiro dessa renovação do portfólio. Estimativas da S&P Global Visible Alpha apontam para uma receita de aproximadamente US$ 55,5 bilhões com iPhones no quarto trimestre. Para o próximo ano, a projeção chega a US$ 274,2 bilhões. Os números mostram o tamanho da expectativa em torno da capacidade da Apple de estimular uma nova rodada de substituição de aparelhos.
A queda das ações no dia da apresentação, portanto, não significa necessariamente uma rejeição aos novos produtos. Eventos da Apple costumam ser acompanhados de forte expectativa antecipada no mercado financeiro. A resposta mais relevante deverá aparecer nos próximos meses, quando dados de encomendas, disponibilidade e vendas começarem a indicar se o primeiro iPhone dobrável conseguiu criar uma nova frente de crescimento para uma das maiores empresas de tecnologia do planeta.




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