Dom Pedro II pode ganhar reforço de R$ 62 milhões em 2027 e reduzir custo para famílias
Roosevelt Vilela afirma que previsão orçamentária abre caminho para ampliar participação do poder público no colégio; eventual redução das contribuições dependerá da aprovação e execução dos recursos
Roosevelt Vilela afirma que previsão de R$ 62 milhões para 2027 poderá ampliar o financiamento do Colégio Militar Dom Pedro II e abrir caminho para reduzir as contribuições pagas pelas famílias. Por Yasmim Borges
O modelo de financiamento do Colégio Militar Dom Pedro II pode passar por uma transformação importante em 2027. Durante encontro com pais, alunos e integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, o deputado distrital Roosevelt Vilela afirmou que foram previstos cerca de R$ 62 milhões na proposta orçamentária do próximo ano para fortalecer as escolas vinculadas à corporação e ampliar a participação do poder público no custeio da estrutura educacional.
A expectativa é que o reforço financeiro ajude a diminuir o peso atualmente suportado pelas famílias. Apesar de o Dom Pedro II ser legalmente uma instituição pública de ensino do Distrito Federal, parte relevante de sua manutenção é financiada por contribuições pagas à Associação de Pais, Alunos e Mestres.
Para 2026, os valores oficiais da chamada contribuição de manutenção escolar são de R$ 1.372,65 na Educação Infantil, R$ 1.272,42 no Ensino Fundamental e R$ 1.570,75 no Ensino Médio, divididos em 12 parcelas. Os números constam no acordo de prestação de serviços educacionais da própria instituição.
A possibilidade de aumentar o financiamento público não surgiu apenas agora. Uma mudança legislativa aprovada em 2023 passou a definir expressamente o Dom Pedro II como instituição pública de ensino do DF, autorizou a abertura de unidades em outras regiões administrativas e determinou que o colégio tenha dotação orçamentária própria vinculada ao Corpo de Bombeiros.
Outro avanço ocorreu em abril deste ano. A Lei Federal nº 15.395/2026 incluiu formalmente o Colégio Militar Dom Pedro II na estrutura do CBMDF, classificando a instituição como órgão de apoio do sistema de ensino da corporação e atribuindo a ela a prestação de educação básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Roosevelt tem participação direta nesse processo. Além de defender alterações legislativas relacionadas ao financiamento e à expansão do colégio, o parlamentar vem utilizando emendas para investimentos na estrutura das unidades. Durante o encontro, ele também destacou ações voltadas a equipamentos, atividades esportivas, tecnologia e melhoria dos espaços utilizados pelos estudantes.
O crescimento do Dom Pedro II aumenta a pressão por um modelo financeiro mais sustentável. Documentos da Câmara Legislativa já registravam aproximadamente 4,5 mil estudantes vinculados à instituição, enquanto Roosevelt informou no encontro que o número atual está próximo de 4,8 mil alunos.
A expansão também deve alcançar novas regiões. Durante a reunião, representantes do Corpo de Bombeiros anunciaram os preparativos para uma terceira unidade em Sobradinho, com o objetivo de atender principalmente famílias da região norte do Distrito Federal. O projeto ainda precisa avançar pelas etapas administrativas necessárias antes do início efetivo das atividades.
A previsão dos R$ 62 milhões, entretanto, não significa que a redução das contribuições esteja automaticamente garantida. A proposta precisa percorrer o processo orçamentário e, posteriormente, os valores terão de ser efetivamente executados. Esse será o ponto decisivo para definir quanto chegará ao sistema de ensino do Corpo de Bombeiros e qual será o impacto real no bolso das famílias.
Caso o planejamento seja concretizado, 2027 poderá marcar uma mudança estrutural para o Dom Pedro II: uma escola pública que ampliaria sua sustentação por recursos estatais e reduziria a dependência das contribuições pagas pelos responsáveis dos estudantes.




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