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Brasília,14/08/2026

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CPI aperta o cerco e chama Marconi Perillo para depor sobre gestão do Jockey Club de São Paulo

Ex-governador de Goiás integrou o Conselho de Administração da entidade e deverá prestar esclarecimentos em investigação sobre questões fiscais, financeiras e patrimoniais


CPI aperta o cerco e chama Marconi Perillo para depor sobre gestão do Jockey Club de São Paulo CPI quer explicações de Marconi Perillo sobre período em que integrou o Conselho de Administração do Jockey Club de São Paulo.

O ex-governador e candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) foi convidado a prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jockey Club, instalada pela Câmara Municipal de São Paulo para investigar possíveis irregularidades fiscais e imobiliárias envolvendo a instituição.

O requerimento foi aprovado nesta terça-feira (11/8) e também inclui o diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch.

O pedido foi apresentado pelo vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL), presidente da CPI. Marconi integrou o Conselho de Administração do Jockey Club de São Paulo.

Segundo o requerimento, o depoimento do tucano deverá contribuir com informações sobre questões “administrativas, financeiras e patrimoniais relacionadas à Transferência do Direito de Construir”, além de obrigações financeiras da entidade perante o município.

Steinbruch, que foi presidente e também integrou o conselho do clube, deverá prestar esclarecimentos sobre decisões administrativas e financeiras tomadas durante sua atuação.

A CPI investiga eventuais irregularidades na gestão de débitos tributários, na alienação de potencial construtivo e na aplicação de recursos destinados à restauração do patrimônio histórico.

De acordo com a Câmara Municipal de São Paulo, o Jockey Club também é alvo de cobranças relacionadas a quase R$ 1 bilhão em débitos de tributos municipais, entre eles o IPTU.

Ao justificar a investigação, o vereador Gilberto Nascimento Jr. afirmou que a comissão pretende apurar eventual “desvio de finalidade ou alocação inadequada de recursos”, além da gestão de débitos tributários, passivos trabalhistas e da atuação da fiscalização municipal.

A CPI também analisa se foram adotadas pelo poder público as medidas administrativas cabíveis diante da situação financeira e patrimonial da instituição.

À época do início das investigações, Marconi negou qualquer envolvimento nas supostas irregularidades. O ex-governador classificou como “leviandade absurda” qualquer associação de seu nome ao caso e afirmou que não participou da escolha das empresas contratadas.





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