Apreensões de animais triplicam no DF
Resgates de cavalos e bovinos crescem e ampliam adoções; ação reduz riscos de acidentes e reforça combate ao abandono
Número de apreensões de animais de grande porte cresce no DF e amplia adoções responsáveis. O número de apreensões de animais de grande porte no Distrito Federal praticamente triplicou nos últimos anos, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri). A ampliação das operações de resgate tem contribuído diretamente para reduzir riscos de acidentes nas vias urbanas e fortalecer a política de proteção animal na capital.
Desde 2019, mais de 2 mil equinos e bovinos foram recolhidos em diferentes regiões administrativas do DF. Desse total, 631 animais já foram destinados à adoção responsável, garantindo nova chance de cuidado e recuperação fora das ruas.
Somente em 2026, até o momento, já foram registradas 196 apreensões e 78 adoções, o que confirma a continuidade do crescimento das ações de fiscalização e recolhimento.
Aumento das apreensões acompanha denúncias da população
O avanço nas apreensões também está ligado ao aumento da participação da população, que tem acionado os canais oficiais sempre que identifica animais soltos em vias públicas ou em situação de abandono.
Em 2023, foram 252 apreensões. No ano seguinte, o número saltou para 466 registros, evidenciando uma mudança no ritmo das operações. Em 2025, o total de adoções chegou a 175 animais, consolidando o fortalecimento do programa de destinação responsável.
Segundo técnicos da área, o crescimento das denúncias ajuda a ampliar a cobertura das equipes e permite respostas mais rápidas em regiões com maior incidência de ocorrências.
Segurança viária é um dos principais objetivos
Animais de grande porte soltos em rodovias e avenidas representam risco real de acidentes graves, especialmente durante a noite. O recolhimento desses animais reduz a probabilidade de colisões e protege motoristas, motociclistas e pedestres.
Além disso, a presença irregular de equinos e bovinos em áreas urbanas também pode favorecer situações de maus-tratos, abandono e problemas sanitários, o que reforça a importância da atuação preventiva do poder público.
Atendimento veterinário garante recuperação antes da adoção
Após o resgate, os animais passam por avaliação técnica e acompanhamento veterinário. Muitos chegam debilitados, com sinais de desnutrição ou ferimentos provocados por abandono prolongado.
Casos mais graves são encaminhados ao Hospital Veterinário Público ou ao hospital veterinário da Universidade de Brasília. Os demais permanecem sob monitoramento até estarem aptos para adoção.
Os interessados em adotar passam por cadastro e orientação técnica. Em alguns casos, o transporte até a nova propriedade também é disponibilizado pelo programa.
Nova estrutura fortaleceu política de proteção animal
A criação da Subsecretaria de Proteção aos Animais de Produção, implantada em 2025, ampliou a capacidade de resposta do governo nas ações de recolhimento, recuperação e destinação dos animais.
A medida consolidou uma política pública que une segurança urbana, bem-estar animal e responsabilidade sanitária, com resultados práticos percebidos tanto nas ruas quanto no aumento das adoções.
Especialistas destacam que o próximo desafio é ampliar a conscientização dos proprietários sobre guarda responsável, já que grande parte dos casos ainda está relacionada ao abandono ou manejo inadequado.




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