Botijão de gás pode ficar até R$ 8 mais caro no DF a partir de setembro
Reajuste previsto para 1º de setembro deve pressionar o orçamento das famílias; preço do botijão de 13 kg pode chegar a cerca de R$ 114 no Distrito Federal
Botijão de gás de 13 kg pode ficar entre R$ 5 e R$ 8 mais caro no Distrito Federal a partir de 1º de setembro. O consumidor do Distrito Federal deve preparar o bolso para um novo aumento no preço do gás de cozinha. A partir de terça-feira, 1º de setembro, o botijão de 13 quilos pode ficar entre R$ 5 e R$ 8 mais caro nas revendas da capital federal.
A projeção é do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Distrito Federal (Sindvargas-DF). Segundo a entidade, distribuidoras que atuam no mercado já comunicaram reajustes nos valores cobrados das revendas.
Preço pode superar R$ 110
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), citado pelo sindicato, aponta preço médio de aproximadamente R$ 106,17 para o botijão no Distrito Federal.
Caso o aumento projetado seja integralmente repassado ao consumidor, o produto poderá ser encontrado na faixa de R$ 111,17 a R$ 114,17. O valor final, porém, pode variar conforme a região administrativa, a revendedora e a modalidade de entrega.
O presidente do Sindvargas-DF, Sérgio Costa, afirma que setembro tradicionalmente é um período de revisão de preços por parte das distribuidoras. Entre os fatores apontados pelo setor para justificar os novos valores estão inflação, transporte, despesas com funcionários e outros custos operacionais.
Uma das distribuidoras que atua no mercado informou que a atualização dos preços ocorrerá em 1º de setembro e relacionou a medida à necessidade de recompor custos da operação, especialmente despesas logísticas e com pessoal.
Novo aumento pesa no orçamento
O reajuste acontece em um produto essencial para milhões de famílias. Na prática, uma alta de até R$ 8 representa uma nova despesa recorrente para quem depende do GLP para preparar alimentos diariamente.
O preço do gás já havia começado 2026 pressionado no Distrito Federal. Em janeiro, o Sindvargas apontou aumento médio de aproximadamente R$ 5 no botijão de 13 quilos após mudanças tributárias e elevação de outros custos da cadeia de abastecimento.
Gás do Povo preocupa revendedores
O novo cenário também abriu uma discussão sobre o programa federal Gás do Povo, destinado a famílias de baixa renda.
Em abril deste ano, o governo federal reajustou os valores de referência do benefício em 22 estados, mas o Distrito Federal ficou fora da atualização. No DF, o valor de referência permaneceu em R$ 96,56.
O Sindvargas argumenta que, diante da elevação dos custos, pode aumentar a diferença entre o valor pago pelo programa e os preços praticados pelo mercado. A entidade alerta que algumas empresas poderão rever a participação no programa caso não haja atualização dos valores de referência.
Por enquanto, a estimativa do setor é de que o consumidor brasiliense encontre novos preços nas revendas a partir de 1º de setembro. Pesquisar entre estabelecimentos e verificar o valor da entrega pode ajudar a reduzir o impacto no orçamento familiar.




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