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Brasília,30/04/2026

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Horto agroflorestal chega à Papuda e amplia ressocialização no sistema prisional do DF

Projeto permite capacitação de internos, uso terapêutico de plantas medicinais e possibilidade de remição de pena dentro da política de saúde e reintegração social nas unidades prisionais do Distrito Federal


Horto agroflorestal chega à Papuda e amplia ressocialização no sistema prisional do DF Horto agroflorestal chega à Papuda e fortalece ações de saúde, capacitação e ressocialização de internos no sistema prisional do DF.

O sistema prisional do Distrito Federal passou a contar com uma nova frente de ressocialização baseada em saúde integrativa, sustentabilidade e qualificação profissional. A implantação de um horto agroflorestal medicinal biodinâmico dentro do Complexo Penitenciário da Papuda marca um avanço na política pública voltada à reintegração social de pessoas privadas de liberdade e à humanização das unidades prisionais.

A iniciativa integra a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb) e passa a atender diretamente as unidades básicas de saúde instaladas entre a Penitenciária do Distrito Federal IV (PDF IV) e o Centro de Detenção Provisória (CDP). O espaço será utilizado para cultivo de plantas medicinais destinadas ao fortalecimento das práticas integrativas em saúde dentro do sistema penitenciário.

Além do impacto terapêutico, o projeto também cria oportunidades de capacitação técnica para internos envolvidos nas atividades agrícolas e ambientais.

Participação nas atividades pode reduzir pena

Uma das dimensões mais relevantes da implantação do horto é a possibilidade de remição de pena por meio do trabalho realizado pelos internos participantes. A atuação direta no cultivo de espécies medicinais e agroflorestais permite o desenvolvimento de habilidades práticas relacionadas à agricultura sustentável, cuidado ambiental e terapias naturais.

Esse tipo de atividade tem sido adotado em diferentes sistemas penitenciários brasileiros como estratégia complementar de reintegração social, especialmente por estimular responsabilidade, disciplina e formação profissional durante o cumprimento da pena.

Gestores envolvidos no projeto avaliam que a presença de áreas verdes estruturadas dentro das unidades contribui para melhorar o ambiente institucional e reduzir tensões no cotidiano prisional, ampliando alternativas produtivas de ocupação.

Projeto integra plano nacional Pena Justa

A implantação do horto agroflorestal no sistema prisional do DF está alinhada ao plano nacional Pena Justa, lançado em 2025 com foco na melhoria das condições de assistência nas unidades prisionais brasileiras.

A iniciativa reúne esforços da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, da Secretaria de Administração Penitenciária, da Gerência de Saúde do Sistema Prisional e da Vara de Execuções Penais, além das direções das unidades envolvidas.

A atuação integrada entre diferentes órgãos públicos reforça o caráter estruturante do projeto, que combina políticas de saúde pública, sustentabilidade e reinserção social em uma única estratégia institucional.

Rede agroflorestal cresce e alcança novas áreas estratégicas

Com a implantação na Papuda, a rede distrital de hortos agroflorestais medicinais chega ao 42º equipamento em funcionamento no território do Distrito Federal. O avanço consolida uma política pública que vem sendo ampliada gradualmente nos últimos anos com foco na prevenção em saúde, educação ambiental e fortalecimento de práticas integrativas no SUS.

No contexto do sistema prisional, a expectativa institucional é que a nova estrutura contribua para ampliar atividades educativas, fortalecer ações terapêuticas e apoiar processos de reintegração social dos internos após o cumprimento da pena.

Especialistas da área de saúde pública avaliam que iniciativas desse tipo ajudam a reduzir a ociosidade dentro das unidades e ampliam a oferta de atividades com impacto direto no bem-estar físico e emocional da população privada de liberdade.

Espaço verde dentro das unidades representa mudança na política penitenciária

A presença de hortos agroflorestais em ambientes historicamente marcados por isolamento e restrição de atividades externas representa uma mudança simbólica importante no modelo de gestão penitenciária contemporâneo.

Ao integrar práticas de cuidado, trabalho e sustentabilidade dentro do sistema prisional, o projeto amplia a função social das unidades além da custódia, aproximando o cumprimento da pena de políticas públicas voltadas à dignidade, qualificação profissional e redução da reincidência criminal.

A implantação do horto na Papuda reforça uma tendência crescente na administração penitenciária brasileira: transformar espaços de privação de liberdade em ambientes com maior potencial de reintegração social e preparação para o retorno à vida em comunidade.




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