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Brasília,23/04/2026

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SRAG preocupa Goiás com alta mortalidade entre idosos e avanço de casos em crianças

Estado registra mais de 2,7 mil casos e 121 mortes; vacinação contra influenza segue abaixo do esperado e autoridades reforçam alerta para grupos vulneráveis


SRAG preocupa Goiás com alta mortalidade entre idosos e avanço de casos em crianças SRAG já causou 121 mortes em Goiás e idosos concentram 70% dos óbitos. Crianças são maioria entre os casos confirmados.

O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás acendeu um sinal de alerta nas autoridades de saúde após a confirmação de 2.713 casos e 121 mortes no estado. O dado mais preocupante está no impacto entre os idosos: pessoas com mais de 60 anos concentram cerca de 70% dos óbitos registrados, evidenciando o alto risco da doença para a população mais vulnerável.

Apesar da maior letalidade entre idosos, o maior número de diagnósticos foi identificado entre crianças menores de 9 anos, que representam aproximadamente 66% dos casos confirmados, com 1.799 registros. Já entre os idosos, foram contabilizados 489 casos. O cenário reforça a circulação simultânea de vírus respiratórios típicos do período sazonal, como influenza, vírus sincicial respiratório e outros agentes associados a quadros graves de infecção respiratória.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, a vacinação segue como a principal estratégia para reduzir internações e mortes. O estado recebeu 935,8 mil doses da vacina contra influenza destinadas aos municípios. A campanha começou em 28 de março e prioriza idosos, crianças pequenas, gestantes e outros grupos com maior risco de complicações. Mesmo assim, a cobertura vacinal permanece abaixo do ideal: apenas 16,19% do público prioritário foi imunizado até o momento.

Especialistas alertam que a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar e amplia o risco de agravamento dos quadros clínicos, principalmente entre idosos e pacientes com comorbidades. A SRAG pode evoluir rapidamente e exigir internação em unidades de terapia intensiva, especialmente quando há atraso no atendimento médico.

Além da vacina contra influenza, o Sistema Único de Saúde também oferece imunização contra a Covid-19 e medidas específicas de proteção para bebês e gestantes. Entre elas está a vacinação contra o vírus sincicial respiratório durante a gestação e o uso do anticorpo monoclonal Nirsevimabe em prematuros e crianças com maior risco de complicações respiratórias.

A orientação das autoridades sanitárias é que a população procure uma unidade de saúde ao apresentar sintomas como febre persistente, dificuldade respiratória, tosse intensa ou agravamento rápido do estado clínico. A atualização da caderneta vacinal continua sendo a principal ferramenta para reduzir o impacto da SRAG neste período de maior circulação viral.




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