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Brasília,23/04/2026

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Justiça aceita novo pedido da Polícia Federal e decreta prisão preventiva de MC Ryan SP após decisão do STJ

Medida foi adotada após concessão de habeas corpus por questão processual; nova ordem se baseia em argumentos sobre risco à investigação


Justiça aceita novo pedido da Polícia Federal e decreta prisão preventiva de MC Ryan SP após decisão do STJ Justiça Federal decreta nova prisão preventiva de MC Ryan SP após pedido da Polícia Federal mesmo após habeas corpus concedido pelo STJ.

A Justiça Federal voltou a decretar a prisão preventiva do cantor MC Ryan SP após pedido apresentado pela Polícia Federal, poucas horas depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar a soltura do artista e de outros investigados por questões processuais ligadas ao prazo da prisão temporária.

Segundo a decisão judicial, a nova ordem de prisão não contradiz o entendimento do STJ, pois se trata de uma medida diferente. Enquanto o habeas corpus tratou da legalidade da prorrogação da prisão temporária, a Polícia Federal apresentou novos fundamentos para justificar a conversão em prisão preventiva, alegando risco de interferência na coleta de provas e continuidade das apurações.

O caso integra uma investigação conduzida pela Polícia Federal sobre a possível utilização de plataformas digitais e redes sociais para divulgação de rifas online e outras atividades financeiras sob suspeita. A apuração busca identificar eventual existência de estrutura organizada para movimentação irregular de recursos, hipótese ainda em fase de investigação e sem condenações judiciais.

A defesa do cantor contesta a nova decisão e afirma que não há elementos suficientes que justifiquem a prisão preventiva neste momento do processo. O caso segue em tramitação na Justiça Federal e dependerá da análise das provas reunidas ao longo da investigação.

Especialistas em direito penal observam que a conversão de prisão temporária em preventiva após habeas corpus não é incomum quando surgem novos argumentos considerados relevantes pela autoridade policial ou pelo Ministério Público. Ainda assim, a medida costuma ser alvo de questionamentos da defesa, como ocorre neste caso.

A investigação permanece em andamento e não há, até o momento, sentença judicial sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.




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