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Brasília,21/04/2026

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Uso da PrEP contra HIV triplica e DF supera meta nacional

Ampliação do acesso gratuito à profilaxia preventiva pelo SUS fortalece a estratégia de prevenção combinada e coloca o Distrito Federal entre os melhores indicadores do país no enfrentamento ao HIV


Uso da PrEP contra HIV triplica e DF supera meta nacional DF supera meta nacional na prevenção ao HIV com crescimento expressivo do uso da PrEP pelo SUS.

Ampliação do acesso gratuito à PrEP pelo SUS fortalece política de prevenção combinada, amplia cobertura territorial e posiciona o Distrito Federal entre os melhores indicadores do país no combate ao HIV

O Distrito Federal registrou um avanço expressivo na prevenção ao HIV com a ampliação do uso da profilaxia pré-exposição (PrEP), medicamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2023, a adesão à estratégia preventiva mais que triplicou e já supera com folga a meta nacional definida pelo Ministério da Saúde.

O crescimento representa um marco importante para a política pública de prevenção combinada no DF, estratégia que reúne testagem regular, acompanhamento clínico, distribuição de preservativos e uso de medicamentos antirretrovirais antes da exposição ao vírus.

De acordo com dados atualizados da Secretaria de Saúde, o indicador chamado “razão PrEP” saltou de 3,39 em 2023 para 10,26 em 2026. O índice mede a quantidade de pessoas utilizando a profilaxia em comparação com novos casos de HIV em acompanhamento. A meta nacional considerada adequada é de três usuários para cada caso.

Na prática, o resultado coloca o Distrito Federal entre as unidades da federação com melhor desempenho proporcional na ampliação da prevenção.

Atualmente, mais de 7,6 mil pessoas já iniciaram o uso da PrEP na rede pública do DF desde a implantação da estratégia. Apenas no último ano, mais de 5,6 mil mantiveram retirada regular da medicação, sinalizando continuidade do tratamento e adesão efetiva.

O avanço está diretamente ligado à ampliação da oferta nas unidades básicas de saúde. Até poucos anos atrás, a profilaxia era restrita a serviços especializados. Com a descentralização iniciada em 2023, o acesso passou a ocorrer também na atenção primária, aproximando o serviço da população nas regiões administrativas.

Outro fator decisivo foi a ampliação da equipe autorizada a prescrever o medicamento. Enfermeiros e farmacêuticos capacitados passaram a integrar o atendimento preventivo, reduzindo filas, acelerando o início do acompanhamento e ampliando a cobertura territorial.

A política pública também avançou ao ampliar o perfil de usuários atendidos. Inicialmente voltada a públicos considerados de maior vulnerabilidade epidemiológica, a profilaxia passou a ser disponibilizada para qualquer pessoa interessada que não apresente contraindicação médica, após avaliação clínica e exames laboratoriais.

Hoje, adolescentes a partir de 15 anos e com peso mínimo de 35 quilos também podem acessar a estratégia preventiva pelo SUS, medida considerada essencial para ampliar a proteção entre jovens.

Outro passo relevante foi a inclusão da oferta da PrEP no sistema prisional do Distrito Federal, ampliando a cobertura em ambientes historicamente mais vulneráveis à transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

Especialistas em saúde pública destacam que o uso correto da profilaxia pré-exposição pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção pelo HIV quando associado a outras medidas preventivas, como preservativos e testagem periódica.

O crescimento da estratégia no DF acompanha uma tendência internacional de fortalecimento da prevenção antes da infecção, modelo considerado essencial para reduzir novos diagnósticos e diminuir a mortalidade associada à aids.

Dados recentes indicam que o Distrito Federal também segue trajetória de redução nas mortes relacionadas à doença, reflexo direto da ampliação do acesso ao tratamento antirretroviral e da intensificação das políticas de diagnóstico precoce.

Apesar dos avanços, especialistas apontam que ainda existem desafios importantes, especialmente na ampliação da informação qualificada sobre a profilaxia, na redução do estigma associado ao HIV e na ampliação da cobertura entre populações jovens e periféricas.

A consolidação da PrEP como política estruturante no DF reforça uma mudança de paradigma na saúde pública: prevenir antes da exposição deixou de ser estratégia restrita e passou a integrar o cuidado contínuo oferecido pelo SUS.




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