Hemocentro atende 300 pacientes com hemofilia no DF hoje
No Dia Mundial da Hemofilia, Hemocentro reforça atendimento especializado, amplia acesso a terapias modernas e acompanha mais de 300 pacientes no DF
Hemocentro de Brasília acompanha 328 pacientes com hemofilia e amplia acesso ao tratamento especializado pelo SUS. O Dia Mundial da Hemofilia, celebrado em 17 de abril, reforça a importância da informação e do acesso ao tratamento adequado para pessoas diagnosticadas com distúrbios hereditários da coagulação. No Distrito Federal, o Hemocentro de Brasília acompanha atualmente 328 pacientes com hemofilia, consolidando-se como referência regional no atendimento especializado dentro do Sistema Único de Saúde.
A hemofilia é uma doença genética rara caracterizada pela deficiência de fatores responsáveis pela coagulação do sangue. Sem acompanhamento adequado, o paciente pode sofrer episódios recorrentes de sangramentos espontâneos ou prolongados, principalmente em articulações e músculos, o que pode provocar limitações físicas permanentes ao longo da vida.
No DF, o atendimento oferecido pelo Hemocentro vai além da dispensação de medicamentos. A unidade mantém acompanhamento contínuo com equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos, odontólogos e assistentes sociais. O objetivo é garantir tratamento integral e reduzir complicações associadas à doença.
Além dos pacientes com hemofilia, o ambulatório especializado acompanha mais de mil pessoas com diferentes coagulopatias hereditárias, fortalecendo o papel estratégico da instituição na rede pública de saúde.
Outro avanço importante é a incorporação de terapias modernas ao tratamento, como o medicamento emicizumabe, indicado especialmente para crianças com hemofilia tipo A. Aplicado por via subcutânea, o medicamento reduz episódios de sangramento e melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.
O Hemocentro também ampliou a logística de distribuição de medicamentos, permitindo a entrega domiciliar mensal para pacientes do Distrito Federal e do Entorno dentro de um raio aproximado de 100 quilômetros. A medida facilita a continuidade do tratamento e reduz dificuldades de deslocamento, principalmente entre pacientes com mobilidade reduzida.
Especialistas alertam que o diagnóstico precoce ainda é o principal desafio no enfrentamento da hemofilia. Sintomas como hematomas frequentes, sangramentos prolongados e dores articulares persistentes devem ser avaliados com atenção, especialmente na infância.
A conscientização sobre a doença é considerada essencial para garantir tratamento oportuno e evitar sequelas permanentes, reforçando a importância de campanhas como o Dia Mundial da Hemofilia.




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