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Brasília,19/10/2026

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Três pesquisadoras ligadas ao DF entram na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro

Mercedes Bustamante, Simone Palma Favaro e Vânia Cristina Rennó Azevedo foram reconhecidas pela Forbes Brasil por trabalhos que envolvem preservação do Cerrado, biocombustíveis e conservação de recursos genéticos agrícolas.

Forbes Brasil
Três pesquisadoras ligadas ao DF entram na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro Três pesquisadoras ligadas ao DF entram na lista da Forbes Brasil e se destacam em pesquisas sobre Cerrado, biocombustíveis e segurança alimentar.

 A ciência desenvolvida por profissionais ligadas ao Distrito Federal ganhou destaque nacional com a inclusão de três pesquisadoras na segunda edição da lista As 100 Mulheres Poderosas do Agro, da Forbes Brasil. Mercedes Bustamante, Simone Palma Favaro e Vânia Cristina Rennó Azevedo aparecem no levantamento que reúne mulheres com atuação relevante na pesquisa, na inovação, na produção rural e na liderança do agronegócio brasileiro.

O reconhecimento evidencia a contribuição de instituições científicas com atuação em Brasília para o desenvolvimento de soluções que podem influenciar a produtividade agrícola, a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar.

Pesquisa da UnB investiga os impactos sobre o Cerrado

Professora da Universidade de Brasília (UnB), a ecóloga Mercedes Bustamante ocupa a 70ª posição da lista. Há mais de três décadas, sua pesquisa investiga os efeitos da transformação da vegetação nativa em áreas de pastagem e lavoura, incluindo alterações nos ecossistemas, no solo e nas emissões de gases de efeito estufa.

A pesquisadora também contribuiu com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e integra a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos como membro internacional. Seu trabalho ajuda a ampliar o conhecimento sobre os desafios de conciliar a produção agropecuária com a conservação ambiental.

Tecnologia da Embrapa mira combustível sustentável para aviação

Na 90ª posição, Simone Palma Favaro representa a Embrapa Agroenergia, em Brasília. A pesquisadora trabalha no desenvolvimento de tecnologias para o aproveitamento de matérias-primas vegetais na produção de biocombustíveis, uma área estratégica diante da busca por alternativas aos combustíveis fósseis.

Desde 2024, ela coordena a parte científica de um projeto desenvolvido com a Acelen Renováveis para aprimorar o cultivo da macaúba, palmeira nativa do Cerrado, e aproveitar seu potencial para a produção de óleo e combustível sustentável de aviação. O empreendimento prevê investimentos de US$ 3 bilhões e o cultivo da espécie em até 144 mil hectares de pastagens degradadas, conforme informações divulgadas pela Forbes Brasil.

A proposta combina pesquisa agrícola, desenvolvimento industrial e transição energética. Se os objetivos forem alcançados, a cadeia produtiva poderá contribuir para ampliar a oferta de matéria-prima destinada a combustíveis de menor intensidade de carbono, além de estimular o aproveitamento de áreas já abertas.

Cientista brasiliense atua na preservação de sementes e plantas

Nascida em Brasília, a bióloga Vânia Cristina Rennó Azevedo aparece na 97ª posição. Doutora em biologia molecular pela UnB, ela dirige, desde outubro de 2025, os Bancos Genéticos Globais do CGIAR, consórcio internacional de pesquisa agrícola.

A rede reúne 11 bancos genéticos responsáveis pela conservação de aproximadamente 730 mil amostras de 25 grupos de culturas agrícolas, incluindo arroz, trigo, milho, feijão, mandioca e batata. Esse patrimônio genético é importante para pesquisas, melhoramento de plantas e preservação da diversidade necessária à agricultura diante de mudanças climáticas, pragas e doenças.

Antes de assumir a direção global, Vânia trabalhou na Embrapa e comandou estruturas internacionais de conservação genética na Índia e no Peru. Sua trajetória demonstra como a formação científica e a experiência profissional construídas no Brasil podem alcançar espaços estratégicos da pesquisa agrícola mundial.

Reconhecimento destaca o papel da ciência no agronegócio

A segunda edição da lista da Forbes Brasil reúne produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, empreendedoras e lideranças institucionais. A seleção considera aspectos como poder de decisão, impacto profissional e capacidade de influência no setor.

A presença das três pesquisadoras reforça a importância da produção científica ligada ao Distrito Federal em áreas que vão da conservação do Cerrado à inovação energética e à proteção da diversidade agrícola. Mais do que uma homenagem individual, o reconhecimento chama a atenção para o papel da pesquisa no desenvolvimento de tecnologias, na competitividade do agronegócio e na construção de alternativas para os desafios ambientais e alimentares do futuro.

Fonte de referência: Forbes Brasil, segunda edição da lista As 100 Mulheres Poderosas do Agro, publicada em outubro de 2026.




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