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Brasília,04/10/2026

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Michelle Bolsonaro e Bia Kicis conquistam as duas vagas do DF no Senado e consolidam força do PL

Ex-primeira-dama lidera votação para o Senado em sua estreia nas urnas, enquanto Bia Kicis supera concorrentes e garante a segunda cadeira; resultado amplia peso político do PL no Distrito Federal


Michelle Bolsonaro e Bia Kicis conquistam as duas vagas do DF no Senado e consolidam força do PL Michelle e Bia conquistam as duas vagas do DF no Senado

 O Distrito Federal protagonizou neste domingo (4) um dos resultados mais expressivos da eleição para o Senado. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, conquistaram as duas vagas disponíveis e garantiram ao partido uma vitória dupla na disputa pela representação brasiliense na Casa Alta do Congresso Nacional.

Michelle Bolsonaro terminou a apuração na liderança e confirmou nas urnas a força eleitoral demonstrada durante a campanha. Em sua primeira disputa por um cargo eletivo, a ex-primeira-dama alcançou aproximadamente 899 mil votos na parcial divulgada no início da noite, equivalente a cerca de 29% dos votos válidos destinados aos candidatos ao Senado.

Bia Kicis ficou com a segunda cadeira. A deputada federal alcançou aproximadamente 850 mil votos, cerca de 27,4%, superando a senadora Leila Barros, a Leila do Vôlei (PDT), que buscava a reeleição.

O resultado representa uma conquista de grande dimensão política para o PL no Distrito Federal. Além de eleger a candidata mais votada, a legenda conseguiu ocupar as duas vagas que estavam em disputa neste ciclo eleitoral.

Michelle transforma projeção nacional em força nas urnas

A eleição marca um novo capítulo na trajetória política de Michelle Bolsonaro.

Conhecida nacionalmente pela atuação como primeira-dama entre 2019 e 2022 e, posteriormente, pelo trabalho à frente do PL Mulher, Michelle entrou na disputa eleitoral carregando forte exposição nacional, mas ainda sem experiência anterior como candidata.

A resposta das urnas foi contundente.

Michelle liderou a votação para o Senado no Distrito Federal e chega ao Congresso com um mandato de oito anos, que terá início em 2027.

Natural de Ceilândia, Michelle construiu parte importante de sua trajetória pessoal no Distrito Federal e passou a ocupar posição de destaque dentro do PL nos últimos anos.

Durante a campanha, percorreu diferentes regiões administrativas, participou de atos políticos e apostou na mobilização do eleitorado conservador.

O resultado mostra que a popularidade construída fora dos cargos eletivos conseguiu ser convertida em votos.

Bia Kicis vence disputa apertada pela segunda vaga

Se Michelle apareceu durante boa parte da campanha como favorita à primeira cadeira, a disputa pela segunda vaga permaneceu aberta até a reta final.

Bia Kicis enfrentava nomes conhecidos do eleitorado brasiliense, principalmente Leila do Vôlei e a deputada federal Erika Kokay (PT).

Nas pesquisas divulgadas nos dias anteriores à votação, Bia aparecia em confronto direto com Leila pela segunda posição. A votação deste domingo confirmou uma arrancada decisiva da candidata do PL.

Com cerca de 850 mil votos na parcial consultada, Bia abriu vantagem significativa sobre Leila, que aparecia com aproximadamente 660 mil votos.

A diferença aproximada de 190 mil votos evidencia que a candidatura de Bia conseguiu ampliar sua presença eleitoral justamente no momento mais importante da campanha.

Experiência política e novo desafio no Senado

Diferentemente de Michelle, Bia Kicis já possui uma longa trajetória na vida pública.

Formada em Direito pela Universidade de Brasília, ela atuou durante anos como procuradora do Distrito Federal antes de ingressar definitivamente na política eleitoral.

Eleita deputada federal pela primeira vez em 2018, Bia conquistou novo mandato em 2022 e ganhou projeção nacional na Câmara dos Deputados.

Durante sua atuação parlamentar, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, uma das estruturas mais importantes do Congresso.

Agora, deixa a Câmara dos Deputados para assumir uma das três cadeiras do Distrito Federal no Senado.

O novo mandato terá duração de oito anos.

PL faz dobradinha histórica no Distrito Federal

A eleição de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis apresenta outro componente relevante: as duas vagas disponíveis para o Senado ficaram com candidatas do mesmo partido.

Nas eleições de 2026, cada eleitor pôde escolher dois candidatos ao Senado.

Como dois terços das 81 cadeiras da Casa estão sendo renovados, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores neste ciclo.

No Distrito Federal, o PL conseguiu colocar suas duas candidatas nas primeiras posições.

Michelle apareceu com aproximadamente 28,99% dos votos válidos para senador, enquanto Bia alcançou cerca de 27,41%.

Somadas, as duas candidaturas ultrapassaram 1,7 milhão de votos.

A concentração de votos reforça o protagonismo do partido no cenário político do Distrito Federal e amplia sua presença na bancada brasiliense no Congresso a partir de 2027.

Leila do Vôlei não consegue a reeleição

O resultado também encerra a tentativa de Leila Barros de conquistar mais oito anos no Senado.

A parlamentar do PDT terminou a disputa na terceira posição, com aproximadamente 660 mil votos, ou 21,3%.

Apesar de pesquisas divulgadas na reta final apontarem uma disputa competitiva pela segunda cadeira, Leila não conseguiu superar Bia Kicis na votação.

A deputada federal Erika Kokay, do PT, apareceu em quarto lugar, com aproximadamente 588 mil votos e 18,9%.

Os demais candidatos ficaram consideravelmente atrás das quatro primeiras colocadas.

Resultado confirma força eleitoral da direita no DF

A vitória simultânea de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis reforça uma característica já observada em diferentes eleições recentes no Distrito Federal: a presença expressiva do eleitorado identificado com candidaturas conservadoras.

As duas construíram campanhas associadas ao campo político da direita e ao PL.

O resultado terá reflexos além das fronteiras do Distrito Federal.

O Senado desempenha papel decisivo na análise de projetos de lei, propostas de emenda à Constituição, indicações para tribunais superiores e autoridades de órgãos de Estado.

Cada senadora terá mandato de oito anos, o que significa que Michelle Bolsonaro e Bia Kicis deverão permanecer no Congresso até o início de 2035.

Michelle inicia nova etapa na política nacional

Para Michelle Bolsonaro, a vitória também amplia seu peso dentro da política nacional.

Até agora, sua influência estava ligada principalmente à atuação partidária e à participação em campanhas e movimentos políticos.

A partir de 2027, terá mandato próprio e passará a participar diretamente das decisões do Congresso.

Uma votação próxima de 900 mil votos em uma primeira candidatura oferece ainda um indicador importante de capital eleitoral próprio, elemento que deve aumentar sua influência tanto no Distrito Federal quanto dentro do PL.

Bia troca Câmara pelo Senado com votação expressiva

No caso de Bia Kicis, a vitória representa uma mudança de patamar dentro do Congresso.

Depois de dois mandatos consecutivos como deputada federal, ela passa para uma Casa composta por apenas 81 parlamentares.

A senadora eleita também sai fortalecida da disputa interna do próprio campo conservador, sobretudo porque conseguiu superar adversárias que apareceram competitivas durante toda a campanha.

Nova configuração política a partir de 2027

Com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis eleitas, o Distrito Federal terá duas novas representantes no Senado a partir de fevereiro de 2027.

A composição cria uma bancada com forte presença do PL e amplia a importância do Distrito Federal nas articulações da legenda no Congresso.

O resultado deste domingo mostra ainda que Michelle e Bia conseguiram mobilizar segmentos semelhantes do eleitorado sem que uma candidatura impedisse o crescimento da outra.

Ao contrário, a estratégia de lançar dois nomes competitivos terminou com o melhor resultado possível para o partido: primeiro e segundo lugares.

Com isso, Michelle Bolsonaro estreia nas urnas diretamente no Senado, enquanto Bia Kicis deixa a Câmara para assumir um mandato de oito anos.

Para o PL, a eleição termina com uma vitória política de grande peso no Distrito Federal e com duas novas senadoras em posição de destaque no cenário nacional.




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