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Brasília,03/10/2026

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Marçal pede união da direita em torno de Flávio e faz apelo direto a Caiado, Zema e Cury

Na reta final da eleição, empresário defende concentração de votos no candidato do PL, elogia atuação de Ronaldo Caiado na segurança pública e pede que adversários deixem diferenças de lado


Marçal pede união da direita em torno de Flávio e faz apelo direto a Caiado, Zema e Cury Pablo Marçal participou de live ao lado de Flávio Bolsonaro e pediu que Caiado, Zema e Augusto Cury apoiem a candidatura do PL na reta final.

A três dias do primeiro turno das eleições presidenciais, Pablo Marçal fez um apelo público pela união de candidaturas da direita em torno de Flávio Bolsonaro (PL). Durante a live realizada na noite desta quinta-feira (1º), o empresário dirigiu mensagens a Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), defendendo que os três deixem a disputa presidencial e passem a apoiar Flávio nesta reta final. Os candidatos citados, no entanto, permanecem oficialmente na corrida pelo Palácio do Planalto.

A manifestação ocorreu durante a transmissão organizada por Flávio e aliados depois do cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Marçal utilizou sua participação para argumentar que a fragmentação das candidaturas de direita reduz a concentração de votos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é parte da estratégia política defendida pelo empresário e coincide com o movimento de Flávio para atrair eleitores de outros candidatos nos últimos dias da campanha.

Entre os nomes mencionados, Ronaldo Caiado recebeu atenção especial. Marçal elogiou a experiência política e administrativa do ex-governador de Goiás e afirmou que ele poderia desempenhar papel de destaque na área de segurança pública em um eventual governo de Flávio. “Caiado, está em tempo ainda”, declarou o empresário, antes de dizer que o goiano poderia ser “o melhor ministro da Segurança Pública da história”. A sugestão de ministério partiu de Marçal durante a transmissão e não equivale ao anúncio de uma composição de governo por Flávio.

Romeu Zema também foi alvo de um pedido direto. Marçal argumentou que a candidatura do ex-governador mineiro não teria alcançado o desempenho eleitoral esperado e pediu que ele se juntasse ao grupo de Flávio. O empresário adotou uma abordagem diferente ao mencionar Augusto Cury: disse respeitar sua trajetória e o esforço realizado durante a campanha, mas defendeu que divergências fossem deixadas de lado diante da disputa nacional.

O movimento ocorre em um momento decisivo da corrida presidencial. Levantamentos divulgados nesta reta final mostram Lula e Flávio nas duas primeiras posições, enquanto Caiado, Cury, Zema e outros concorrentes disputam parcelas menores do eleitorado. No Datafolha divulgado nesta quinta-feira, por exemplo, Lula apareceu com 45% dos votos válidos e Flávio com 40%. Em eventual segundo turno, o levantamento registrou 48% para Lula e 45% para Flávio, cenário considerado tecnicamente empatado pela margem de erro de dois pontos percentuais.

É justamente sobre esse eleitorado distribuído entre outras candidaturas que aliados de Flávio passaram a concentrar esforços. Durante a mesma transmissão, o candidato do PL pediu o chamado “voto inteligente” e buscou convencer eleitores contrários ao atual governo a concentrarem seus votos já no primeiro turno. Marçal reforçou essa estratégia ao defender que uma eventual convergência entre lideranças de direita poderia alterar a configuração da disputa.

A entrada do empresário nesse movimento também amplia a ofensiva digital da campanha nos últimos dias. Marçal pediu aos seguidores que utilizem suas próprias redes sociais para defender a candidatura de Flávio e mobilizar pessoas próximas. Mais do que uma declaração pessoal de apoio, sua participação mostrou uma tentativa de construir uma frente política mais ampla em torno do candidato do PL.

Apesar do apelo, não há até o momento confirmação de desistência de Caiado, Zema ou Cury. Os três seguem candidatos e, depois do cancelamento do debate da Globo, fizeram manifestações próprias sobre o episódio. Portanto, qualquer eventual composição dependeria de decisões políticas que ainda não ocorreram.

A movimentação, porém, evidencia a estratégia adotada pelo grupo de Flávio Bolsonaro nas últimas horas antes da votação: reduzir a dispersão entre candidaturas situadas no campo da direita e transformar a reta final em uma disputa por concentração de votos. Com as urnas abertas neste domingo (4), o pedido de Marçal coloca a discussão sobre união desse eleitorado entre os principais movimentos políticos do encerramento da campanha. 




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