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Brasília,27/07/2026

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Celina Leão domina corrida pelo Buriti enquanto oposição ainda busca discurso capaz de mobilizar o DF

Liderança da governadora sobre Arruda, Grass, Cappelli e Caputo mostra que presença nas ruas e entregas administrativas pesam mais que articulações de gabinete


Celina Leão domina corrida pelo Buriti enquanto oposição ainda busca discurso capaz de mobilizar o DF Celina Leão lidera a disputa pelo Governo do Distrito Federal e amplia a pressão sobre Arruda, Grass, Cappelli e Caputo na corrida pelo Palácio do Buriti.

Os números mais recentes da disputa pelo Governo do Distrito Federal revelam um cenário desconfortável para a oposição. Celina Leão aparece na liderança das intenções de voto e demonstra que conseguiu transformar a exposição da gestão, a presença nas regiões administrativas e o anúncio de investimentos em uma vantagem política concreta.

No cenário em que José Roberto Arruda é incluído, Celina registra 34,6%, contra 28,1% do ex-governador. Leandro Grass aparece com 11,9%, Ricardo Cappelli com 4,5%, Paula Belmonte com 3,6% e Kiko Caputo com 1,3%. Apesar de Arruda manter competitividade, é Celina quem ocupa a primeira posição e determina o ritmo da corrida eleitoral.

A situação se torna ainda mais favorável à governadora quando Arruda não aparece entre os candidatos. Nesse caso, Celina alcança 45,9%, enquanto Grass registra 16,3%, Paula Belmonte soma 7,2%, Cappelli chega a 5,7% e Caputo aparece com 2,6%. A diferença mostra que a oposição ainda não encontrou um nome capaz de reunir os votos contrários ao atual grupo político.

A vantagem de Celina não surgiu apenas da força das alianças partidárias. Enquanto adversários discutem candidaturas, federações e estratégias eleitorais, a governadora mantém uma agenda voltada para obras, programas sociais, visitas técnicas e atendimento às demandas das cidades do DF. Essa exposição frequente permite que a população associe seu nome às ações executadas pelo governo.

A aprovação de 58,3% da administração também funciona como um importante ativo eleitoral. Entretanto, a liderança não elimina os riscos. A gestão possui 37,6% de desaprovação, e a rejeição de Celina chega a 26,3%. Além disso, 66,7% dos entrevistados não apontaram espontaneamente um candidato, indicando que boa parte do eleitorado ainda poderá mudar o rumo da eleição.

O problema da oposição é que criticar Celina, por si só, não será suficiente. Grass, Cappelli, Caputo, Paula Belmonte e o próprio Arruda precisarão mostrar propostas concretas para saúde, segurança, mobilidade, emprego e infraestrutura. Sem um projeto facilmente compreendido pela população, os discursos podem ficar restritos aos ambientes políticos e às redes sociais.

Celina ainda tem uma longa campanha pela frente, mas entra na disputa com uma vantagem evidente: governa, aparece e entrega. Seus adversários possuem tempo para reagir, porém terão de abandonar a condição de espectadores e demonstrar por que seriam uma alternativa melhor para Brasília. Até aqui, é a governadora quem ocupa esse espaço com maior eficiência.




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