Defesa de Marcola nega ligação com Deolane em investigação sobre o PCC
Advogado afirma que o chefe da facção disse não conhecer a influenciadora; caso ocorre em meio à Operação Vérnix, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou que ele nega conhecer a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A declaração foi feita pelo advogado Bruno Ferullo, após visita ao preso na Penitenciária Federal de Brasília.
Segundo a defesa, Marcola teria sido informado sobre a repercussão da Operação Vérnix, investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A apuração mira supostas movimentações financeiras ligadas ao crime organizado e colocou o nome de Deolane no centro do debate público.
O advogado sustenta que Marcola desconhece qualquer relação com a influenciadora e que ficou surpreso ao ser associado ao caso. A defesa também argumenta que ele está em uma unidade federal de segurança máxima, onde a rotina é rigidamente controlada e o acesso à comunicação externa é limitado.
A Operação Vérnix investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro e busca identificar se empresas, familiares e pessoas com grande exposição pública teriam sido usadas para movimentar ou ocultar recursos de origem ilícita. Deolane, que também atua como advogada e empresária, nega envolvimento com atividades criminosas.
O caso ganhou forte repercussão por reunir nomes de grande impacto nacional: Marcola, historicamente ligado ao PCC; Deolane Bezerra, influenciadora com milhões de seguidores; e uma investigação que envolve suspeitas graves de conexão financeira com o crime organizado.
Apesar da negativa apresentada pela defesa, as investigações continuam. Caberá ao Ministério Público e à Polícia Civil demonstrar, com base em documentos, movimentações bancárias e demais elementos de prova, se houve ou não ligação entre os investigados. Até o momento, as defesas negam qualquer participação em esquema criminoso.




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